Plano de população

Plano de população

O Plano de População é uma forma de organização do grupo de animais de um zoológico, é um modelo de escolha técnica das espécies que irão compor seu plantel.

As avaliações sobre cada aspecto técnico do Plano determinam se a espécie irá ou não compor a população de animais que vive no Parque, se estará na área aberta a visitação, ou na área fechada a visitação, ou ainda se a espécie que já vive no Parque deve ser destinada para outra instituição e participar do plano de população dela.

O Plano de População é único para cada instituição porque se baseia em aspectos técnicos, logísticos, financeiros, de gestão, geográficos, administrativos, entre outros.

No BioParque do Rio, o Plano foi elaborado por toda sua equipe de técnicos, com o auxílio de renomados consultores externos, médicos veterinários e biólogos, com anos de experiência em manejo técnico e administrativo de zoológicos, além de conhecimentos das mais modernas técnicas de manejo e bem-estar animal atualmente empregadas nas mais renomadas instituições mundiais, colocando em primeiro lugar sempre os aspectos de bem-estar animal.

O Plano de População do BioParque do Rio é formado por um conjunto questões, pontuadas de acordo com seu grau de relevância e considera, para a escolha da espécie, os seguintes aspectos:

  1. Bem-estar animal;
  2. Aspectos nutricionais;
  3. Sanitários;
  4. Biossegurança;
  5. Administrativos;
  6. Financeiros;
  7. Conservacionistas;
  8. Técnicos;
  9. Distribuição geográfica;
  10. Status de conservação;
  11. Educacionais;
  12. Desenvolvimento de pesquisa com a espécie;
  13. Técnicas de manejo;
  14. Representatividade da espécie em cativeiro no Brasil;
  15. Representatividade da espécie em cativeiro no exterior;
  16. Aspectos genéticos.

Cada item acima contém uma ou mais perguntas, que são pontuadas e a soma dos pontos gera uma pontuação geral para a espécie; a lista com os pontos de todas as espécies indicará o posicionamento de cada uma em comparação às outras, sejam já existentes ou pretendidas para o novo zoológico. 

Importante ressaltar que os animais se encontram em manejo cooperado, ou seja, estão sob cuidado em conjunto com instituições nacionais e internacionais com a supervisão dos órgãos de controle. Os manejos e presença de animais ameaçados de extinção e animais exóticos devem seguir as convenções internacionais como a Convenção da Diversidade Biológica (CDB) e CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção). Dessa maneira torna-se impossível o cumprimento de um plano de coleções rígido, como previsto originalmente no Termo de Referência, sob pena de se atentar contra esses tratados.

 

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