Ao longo dos anos, uma crise ambiental pode ser percebida por todo o mundo, principalmente quando falamos sobre a ameaça existente da biodiversidade. Dessa forma, perceber o meio o qual estamos inseridos é muito importante para mudar o cenário atual.  Diante disso, a percepção ambiental debate a relação que o homem possui com o meio a qual está inserido, por meio de uma tomada de consciência do homem pelo ambiente, reconhecendo a importância de atitudes de proteção e preservação.

Cada  comunidade ou indivíduo consegue perceber seu ambiente por meio de fatores como cultura, religião, educação e necessidades. Por exemplo, os índios da tribo Guarani dão importância para as coisas que envolvem a natureza, a terra, os animais e sua preservação, já uma população de uma zona urbanizada percebe seu ambiente de outra forma, baseada em suas necessidades diárias. 

A prática da percepção ambiental tem sido explorada em ambientes fora das escolas, como zoológicos, aquários, parques naturais e jardins botânicos. Ela anda junto com a educação ambiental e atua mediando a construção de conhecimentos que estimulam o senso crítico sobre as questões ambientais. Para que isso seja possível, esses espaços precisam realizar pesquisas, através de metodologias variadas (levantamento de dados, análise de informações e fundamentações), para entender o perfil e a demanda do público, de forma que torne o trabalho de educação e comunicação mais objetivo, motivando seus visitantes em prol da conservação da biodiversidade.

Portanto a combinação da percepção ambiental e da educação em espaços não-formais, consegue promover ao visitante uma conexão maior com o meio ambiente. Tal ligação, pode estimular atitudes em prol da conservação do meio ambiente, favorecendo ações para reversão da crise ambiental.